Os Mais

Os mais

Não venha listar o que eu preciso para me dar bem. Desconsidero a importância de coletâneas de bom gosto para me iniciar em algum assunto. Até mesmo porque é desnecessário pensar de forma direcionada buscando as mesmas sensações de quem relacionou algumas informações.
Minhas convicções ganham forma a partir do que eu vivo, do que eu vejo, do que eu sinto. Ficar na beirada pescando guias sempre foi mais fácil do que mergulhar e trazer a tona o que realmente interessa. Gosto de experimentar mesmo se o especialista não recomenda. O que surpreende e emociona vai junto, o que desmotiva fica pelo caminho. Essas listinhas aí na superfície são só aperitivos, eu quero é me inundar, perder o ar, chegar ao fundo onde poucos conseguem ir. Cada criação nasce de um determinado conceito, a partir de uma inspiração, mas nem todas são concebidas sistematicamente para participar de compilações. Por que seguir roteiros exatos e deixar de lado as maravilhosas imperfeições que posso descobrir em cada coisa? Às vezes é melhor se perder na dúvida e esbarrar de frente com o que se procura após ter fugido disso frequentando divagações alheias.
Na infância as figurinhas repetidas não serviam para nada em nosso álbum. Venderam-nos os sonhos errados, existe vida além dos greatest hits. Ou ainda existem os que acreditam na farsa maior sucesso=melhor obra? Inocentes, não percebem que a desorientação tem seu valor e que ser incompleto também é uma benção.

Jenilson Rodrigues/ Priscapaes

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